domingo, 1 de agosto de 2010

Transtorno do Comer Compulsivo

O Transtorno do Comer Compulsivo (TCC) é também conhecido como Compulsão Alimentar Periódica (CAP).

Quem sofre do TCC apresenta ataques bulímicos, que são caracterizados por um grande consumo de alimentos (muito mais do que a pessoa comeria regularmente) em pouco tempo.

Porém, a pessoa não apresenta os comportamentos compensatórios inadequados característicos da Bulimia Nervosa (como o uso regular de vômito ou abuso de exercícios, laxantes e diuréticos), apesar do grande desconforto gerado pelas crises de compulsão (crises bulímicas). Geralmente, por vergonha, as pessoas procuram esconder os ataques mantendo um comportamento alimentar controlado em público.

Durante os ataques, também privilegiam alimentos evitados quando em dieta, experimentam diminuição do controle sobre o comportamento alimentar e, mesmo sem fome, só param de comer quando se sentem desconfortavelmente “empanturrados”.

Essa crise se caracteriza pelo consumo, em um período limitado de tempo, (p. ex., mais ou menos 2 horas) de uma quantidade de alimentos muito maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares.

Ocorre um sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (p. ex., um sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o tipo e a quantidade de alimento).

A auto-imagem é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso do corpo. Mesmo que, em alguns casos, a pessoa não seja obesa, o fato de haver esse descontrole faz com que a pessoa acabe por abalar sua auto-estima, ou seja, acabe por achar-se gorda ou feia.

Um sofrimento acentuado inclui sentimentos desagradáveis durante e após as crises, bem como preocupações acerca do efeito a longo prazo das repetidas crises sobre o peso e a forma do corpo.

Às vezes, as crises são ativadas por um humor disfórico, tal como depressão e ansiedade. Outras vezes, as pessoas são incapazes de identificar algo que inicie a crise, mas podem relatar um sentimento de tensão, que é aliviado pela hiperfagia (grande consumo de alimentos). A maioria das pessoas que apresentam o TCC tem um histórico de repetidas tentativas de fazer dietas e sentem-se desesperadas acerca da sua dificuldade de controle da ingestão de alimentos.

Atualmente, a Terapia Cognitivo-Comportamental tem se mostrado como uma das modalidades psicoterápicas mais eficazes no tratamento do Transtorno do Comer Compulsivo. O tratamento baseia-se na utilização de técnicas cognitivas e comportamentais, dentre as quais estão a técnica da distração, o relaxamento, a elaboração de estratégias para enfrentamento das crises, o emprego de vantagens e desvantagens, o monitoramento e o uso de registro de pensamentos disfuncionais.


Autor/ Fonte
Vanessa Janiaque Beck
UNISINOS

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Estresse: conheça este inimigo



Por Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos e Dra. Rebeca Santos


Dentre as várias definições, o estresse pode ser considerado uma reação física a determinadas questões da vida capazes de alterar o equilíbrio interno do indivíduo. 

Está ligado a quatro sistemas do organismo humano, o esqueléticomuscular, o imunológico, o gastrointestinal e o cardiovascular. A reação física pode ser determinada pelo cansaço (físico e psicológico), gripe, gastrite, dores no peito, palpitações, e outras manifestações clínicas.

De acordo com o cardiologista Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos, o principal fator que provoca o estresse é a sobrecarga no trabalho (acúmulo de tarefas), e a falta de organização e capacidade de distribuir as tarefas e funções. Os problemas considerados sem solução que as pessoas têm no dia-a-dia, também levam ao estresse. 

"O ideal é quebrar a rotina fazendo outras atividades ou exercícios físicos nas horas de lazer", aconselha o Dr. Barretos. Além do lazer, o Dr. Barretos fala que uma alimentação balanceada, rica em carboidrato e proteína, e pobre em gordura ajuda a prevenir o estresse. 

A gordura também pode causar outros malefícios para nosso organismo, principalmente para quem não pratica nenhuma atividade física. Doce deve ser evitado, só ingerido de vez em quando. O fast-food e as frituras devem ser substituídos por pratos leves, como frango acompanhado de salada, por exemplo.

Agitação, insônia, descontentamento com as questões do dia-a-dia, péssimo desempenho no trabalho e dificuldade para resolver simples problemas podem ser sintomas de um estressado. Segundo o Dr. Barretos, o especialista sempre ajuda, pois o psicólogo e o psiquiatra levam as pessoas a encontrar um caminho para a resolução de problemas. Mas vale lembrar que, para evitar uma consulta a um especialista, tentar se organizar identificando e resolvendo os problemas por etapas é outra saída.

Entretanto, é necessário explicar a questão do estresse visto como uma doença. O Dr. Barretos afirma que só é caso de doença se o estresse estiver somado a outros fatores de risco, como cigarro, sedentarismo ou má alimentação, podendo então provocar distúrbios cardiológicos. Além disso, como já foi citado, pode causar manifestações clínicas, como gastrite (devido à falta de apetite), dores no peito, palpitação (provocada pela descarga de adrenalina), e outras.

A estatística do estresse no Brasil é uma questão complicada, por não haver dados precisos. Sabe-se que o perfil que ainda lidera é o homem executivo, mas com o aumento de mulheres no mercado de trabalho, cresceu também o número de mulheres que sofrem do mal.

Todo tratamento, incluindo a duração e exercícios recomendados, varia de acordo com cada caso e com o nível de estresse apresentado pelo indivíduo. Segundo a Dra. Rebeca, há grande discussão sobre os exercícios ideais. Para ela, as atividades aeróbicas - caminhada, corrida, natação e bicicleta são mais eficazes. 

Mas há também um acompanhamento terapêutico, com técnicas de relaxamento, respiração, ioga, meditação, dança, e outras. "A atividade indicada depende das condições de cada paciente. Existem pessoas que conseguem se desligar mais facilmente dos problemas do que outras", fala a psicóloga.

Além do tratamento terapêutico, há a psicoterapia na qual agem em parceria o médico e o psicólogo, para os casos mais complexos. O uso de medicamentos deve ser sempre indicado por um especialista e também varia de acordo com cada caso, podendo ser tranquilizantes, anti-depressivos, etc. "O tratamento para o estresse visa equilibrar relaxamento e preocupação. Os sintomas podem voltar dependendo das questões do dia-a-dia do indivíduo. Para isto, há uma reorientação", explica a Dra. Rebeca.

Prevenir o estresse não tem nenhum segredo, basta que se tenha uma boa qualidade de vida social, sabendo conciliar a tensão da rotina de trabalho, as horas de lazer e as atividades físicas.


Dr. Antônio Carlos Pereira Barretos é cardiologista e dirige a Unidade Clínica de Prevenção Cardiológica.
Dra. Rebeca Santos é a psicóloga responsável pela Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiológica do Exercício Condicionado. Ambos são especialistas do Instituto do Coração (InCor-SP).

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Que é Endometriose

Por Dr. Cláudio Crispi e Dr. Marco Aurelio P. de Oliveira

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. O endométrio é a camada interna do útero, que se renova mensalmente pela menstruação.

Quais os locais mais atingidos pela Endometriose?
Os locais mais atingidos pela endometriose são: ovários, fundo de saco de Douglas (atrás do útero), fundo de saco anterior (à frente do útero), ligamentos do útero, trompas, septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), superfície do reto, bexiga e parede da pelve.

Qual a importância dessa doença?
A endometriose afeta a vida das mulheres de várias formas. A vida conjugal, por exemplo, pode ser prejudicada pelas queixas de dor na relação sexual e pela ausência de gravidez, após um ano de atividade sexual sem o uso de métodos contraceptivos (camisinha, pílulas anticoncepcionais, DIU, diafragma, dentre outros). Por outro lado, problemas sociais e no trabalho costumam ocorrer pelas queixas constantes de cólica menstrual, dor no baixo-ventre e nas costas.

A Endometriose é uma doença frequente?
A endometriose é uma doença mais frequente do que se imagina. Estima-se que 15% das mulheres entre 15 e 45 anos de idade possuem essa doença. Esse percentual sobe para até 70% quando a mulher apresenta história de infertilidade ou dor pélvica.

Como a Endometriose aparece?
No momento da menstruação, parte do sangue eliminado passa pelas trompas e cai dentro do abdome. Esse sangue contém células que têm a capacidade de crescer em locais como o ovário. Quando o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo não consegue eliminar essas células, a doença endometriose se estabelece.

É possível prevenir a Endometriose?
O estabelecimento da endometriose necessita da presença da menstruação. Assim, qualquer tratamento que consiga bloquear a menstruação por tempo prolongado pode impedir ou dificultar o surgimento da doença. Existem alguns medicamentos hormonais que são normalmente usados para esse fim. Nas mulheres que já tenham o diagnóstico de endometriose é importante o conceito da prevenção secundária, ou seja, impedir ou dificultar o avanço da doença.

Como é feito o diagnóstico?
A presença da endometriose pode ser suspeitada pela história clínica, pelo exame ginecológico e por alguns exames, como a dosagem do Ca-125 no sangue (costuma estar acima de 35 U/ml nos casos mais avançados) e a ultra-sonografia (USG). Após a USG pode ser realizada a Ressonância Nuclear Magnética (RNM) da pelve para o diagnóstico da endometriose profunda. A certeza, porém, só pode ser dada através da biópsia feita durante a cirurgia. A cirurgia mais indicada é a videolaparoscopia, que consiste na introdução de uma microcâmera através de um pequeno corte no umbigo e na manipulação da cavidade abdominal através de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome.



Aspectos gerais do tratamento da Endometriose

Existe cura para a Endometriose?
A endometriose não é um câncer e não leva à morte. Porém, não se pode garantir a cura definitiva da doença mesmo com o tratamento adequado. A base do tratamento é cirúrgica (muitas vezes no próprio momento do diagnóstico, durante a videolaparoscopia) e pode ser complementada por medicações hormonais.
Atualmente, embora ainda não exista cura para a endometriose, a dor e os sintomas da doença podem ser bastante reduzidos. Há, ainda, certo consenso de que o pior a fazer é não fazer nada já que a doença pode ser evolutiva.

Quais as principais metas do tratamento?
 As principais metas do tratamento são:
• Aliviar ou reduzir a dor
• Diminuir o tamanho dos implantes
• Reverter ou limitar a progressão da doença
• Preservar ou restaurar a fertilidade
• Evitar ou adiar a recorrência da doença

Quais as variáveis que interferem na escolha do tratamento?
O tratamento deve ser individualizado. Uma das principais variáveis na escolha do tratamento é a presença da infertilidade. Os tratamentos hormonais costumam ser eficazes no controle da dor, porém na mulher que deseja gestar os hormônios não ajudam (não aumentam a chance de gravidez). A idade da mulher é fundamental, pois sabemos que quanto maior a idade, menor a chance de gravidez. Mulheres acima de 37 anos não podem perder tempo e não devem adiar muito a laparoscopia ou a fertilização in vitro, dependendo de cada caso. Nos casos de dor que não respondem aos tratamentos hormonais, a cirurgia pode ser necessária, especialmente se envolver órgãos nobres como a bexiga, ureter, rins ou intestino.


Qual o tratamento indicado para as pacientes com formas leves
 e graves que não pretendem engravidar?
O tratamento da endometriose, hoje, depende de uma avaliação cuidadosa de cada caso, e de um “bate-papo” sincero entre o médico e a paciente, que resolverão juntos o caminho a ser seguido.
O mais importante no tratamento da endometriose é o planejamento das ações terapêuticas que, por sua vez, deve estar em comum acordo com o planejamento da gravidez pelo casal.

Qual o tratamento recomendado para as pacientes com formas
leves e graves da doença e que desejam engravidar?
Nessas pacientes, o tratamento cirúrgico pode representar a única solução. Em casos muito graves, a gravidez só será possível através de técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial e a fertilização in vitro.

E como pode ser realizado o tratamento cirúrgico?
O tratamento cirúrgico pode ser feito através da laparoscopia (preferencialmente) ou da laparotomia. Os implantes da endometriose podem ser destruídos pela energia do laser, coagulação bipolar (cauterização) ou retirada com a tesoura.

A cirurgia é normalmente bem sucedida?
A maioria dos sucessos terapêuticos ocorre após uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas podem ser necessárias, especialmente quando a primeira foi incompleta. Nestes casos, o risco cirúrgico é mais elevado e o resultado pode ser prejudicado pela formação de aderências entre os órgãos.

A mulher precisa de acompanhamento após o tratamento clínico e/ou cirúrgico?
Sim, a mulher deve permanecer em acompanhamento médico regular, pois mesmo após o tratamento pode ocorrer um retorno da endometriose.

CENTROS DE REFERÊNCIA NO RIO DE JANEIRO
•           Hospital Universitário Pedro Ernesto - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Av 28 de setembro, 77 – Vila Isabel - Tel: (21) 2587-6100 - Site: www.hupe.uerj.br
•          Instituto Fernandes Figueira
Av Rui Barbosa, 716 – Flamengo - Tel: (21) 2554-1700 - Site: www.iff.fiocruz.br
E-mail: faleconosco@fiocruz.br


CENTROS DE REFERÊNCIA EM SÃO PAULO
•          Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo
Serviço de Ginecologia e Obstetrícia
Setor de Endoscopia Ginecológica
Ambulatório de Endometriose
Rua Pedro de Toledo 1800 - São Paulo-SP
Tel: (11) 5088-8000 Site: www.iamspesaude.com.br
•          Fundação e Faculdade de Medicina do ABC
Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher
R. Barão do Rio Branco 27 - São Bernardo do Campo – SP
Tel: (11) 4127-1501
Av Príncipe de Gales, 821 - Santo André – SP
Tel: (11) 4993-5401 Site: www.fmabc.br
E-mail: duvidas.rephumana@fmabc.br

ENTIDADES RELACIONADAS
SOBENGE - Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica e Endometriose
SOBRACIL - Sociedade Brasileira de Videocirurgia
ABEND - Associação Brasileira de Endometriose
SBE - Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva
AME (endometriosis.org) - Global forum for news and information in endometriosis


OS AUTORES


                Dr. Cláudio Crispi (CRM 52.39881-6)
·         Coordenador Geral da Pós-Graduação em Videoendoscopia Ginecológica do Instituto Fernandes Figueira (Fundação Oswaldo Cruz)
·         Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Videocirurgia - Capítulo Rio de Janeiro
·         Responsável pelo Serviço de Endoscopia do Hospital São Vicente de Paulo RJ
·         2º Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Videocirurgia (SOBRACIL)
·         Autor do Tratado de Videoendoscopia Ginecológica (Atheneu, 2007)
·         Membro da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists)


Dr. Marco Aurelio P. de Oliveira (CRM 52.52422-7)
·         Professor Adjunto e chefe da disciplina de Ginecologia da UERJ
Chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto
·         Mestre em Cirurgia pela UFRJ
·         Doutor em Epidemiologia pela UERJ
·         Coordenador Científico da Pós-Graduação em Videoendoscopia Ginecológica do Instituto Fernandes a Figueira (Fundação Oswaldo Cruz)
·         Presidente da Comissão Nacional Especializada de Laparoscopia da FEBRASGO
·         Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO
·         Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Videocirurgia - Capítulo Rio de Janeiro
·         Autor do 1º livro de Cirurgia Laparoscópica em Ginecologia publicado no Brasil (Revinter, 1995)
·         Membro da AAGL (American Association of Gynecologic Laparoscopists)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

15 de maio, Dia do Assistente Social, uma profissão tão nobre quanto desconhecida


No final do século XIX, a Europa estava
em plena Revolução Industrial. Multidões de desempregados rumavam para as grandes cidades em busca de algum trabalho. A fome atingia milhões e os que tinham a sorte de se empregar na indústria, trabalhavam sob as piores condições: jornada de mais de 16 horas, trabalho infantil, ausência de férias, de equipamentos de segurança e tantos outros itens básicos que formam a rede de proteção social dos dias de hoje.

Preocupado com a situação dos miseráveis, o Papa Leão XIII, publicou, no dia 15 de maio de 1891, a Encíclica Rerum Novarum (expressão do latim que significa Das Coisas Novas), apoiando os direitos dos trabalhadores de se organizarem em sindicatos, uma melhor distribuição da riqueza e a proteção pelo Estado dos mais pobres e desprotegidos, através de um sistema de previdência.

A Rerum Novarum é tida como um dos mais importantes documentos da Igreja Católica e sua publicação serviu de inspiração para toda a doutrina social que se seguiu e para o trabalho, a princípio voluntário, dos assistentes sociais. Por isso a data de 15 de maio foi escolhida para celebrar a profissão.

E também por isso talvez se origine a ideia preconcebida de que o assistente social pratica tão somente o assistencialismo e a caridade.

Verdade que a profissão de assistente social é fundamental para dar apoio, conforto e orientação aos desfavorecidos ou vítimas de tragédias. Mas sua atuação é bem mais ampla, como na formulação de políticas públicas sociais e na promoção da  justiça social.


No caso da Internação Domiciliar, o assistente social trabalha para ajudar famílias desestruturadas, psicológica e financeiramente, em função da doença de um de seus, com frequência o provedor da casa. Ele atua ainda como mediador entre o paciente, a família e a equipe multidisciplinar, administrando conflitos e crises devidos ao estresse provocado pela doença e pela falta de privacidade.

Por tudo isso e muito mais, o Assistente Social merece todo o nosso respeito e admiração.


Vítimas do terremoto do Haiti pedem comida.
Os assistentes sociais estavam lá para ajudar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cuidar de Olho na Qualidade

Para 2010, estão previstos investimentos em Recursos Humanos, Tecnologia e em Ferramentas de Gestão


No dia 9 de abril, em evento que contou com a presença de boa parte de sua equipe, a Cuidar Home Care lançou oficialmente o projeto de implantação de seu Sistema de Gestão da Qualidade, baseado nas normas ISO 9001.


Completando 15 anos de fundação em 2010, ao longo dos quais consolidou-se como uma das líderes do país no segmento de Internação Domiciliar, a Cuidar Home Care tem como estratégia para esse ano investir na qualidade, melhorando processos e promovendo o treinamento e reciclagem permanente de seus profissionais.


“Nesses 15 anos conquistamos muita coisa”, diz Rosane Luz, diretora administrativa. “Agora queremos estabelecer um novo marco, celebrando essa data especial com um salto de qualidade ainda maior”.


Fátima Pessôa, diretora técnica da Cuidar, concorda que o Sistema de Gestão da Qualidade será um diferencial importante. “O mercado está em constante evolução e precisamos estar preparados para mudar, de forma estruturada, sempre que necessário”, observa. “O SGQ vem ao encontro dessa realidade”.


























12 de maio - Dia do Enfermeiro

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mentes Curiosas



Pacientes, prestadores de serviços de saúde e familiares encontram a cura graças aos enfermeiros que perguntam “por que?”
Por Geoff Brown

Patricia Grady, PhD, pesquisadora de longa data de cardiopatias e desordens neurológicas e diretora do norte-americano National Institute of Nursing Research (NINR) -  Instituto Nacional de Pesquisas em Enfermagem, diz que para se entender a pesquisa em enfermagem é preciso entender o papel especial dos enfermeiros.
"Estamos na interface da mente e do corpo, da biologia e do comportamento", justifica Grady.

”Mais do que qualquer outro profissional da Saúde, os enfermeiros são mais adequados para observar e indicar ajustes no tratamento, medicamentos e mesmo nas rotinas dos pacientes. Eles têm capacidade de enxergar não apenas a evolução médica, mas também os resultados humanos do tratamento ou os comportamentos emocionais que podem levar à necessidade de tratamento. Com isso, a pesquisa em enfermagem pode fornecer insights especializados e descobertas que pesquisadores de outras áreas da Saúde frequentemente ignoram”.

Martha Hill, PhD, RN e reitora da Johns Hopkins University School of Nursing, exemplifica: "Pesquisadores de Enfermagem buscam respostas para as seguintes perguntas: Do que os pacientes precisam? O que os enfermeiros fazem para satisfazer essas necessidades? Em que medida isso faz a diferença? E para quem? Enfermeiros também investigam aspectos importantes não apenas para o paciente e sua família, mas para os outros membros da equipe: médicos, famacêuticos, assistentes sociais”.
São esses papéis e habilidades específicos que dão à pesquisa em Enfermagem uma crescente importância para a evolução da saúde. A pesquisa em Enfermagem começa a tirar vantagem de seu vasto conhecimento baseado na experimentação e evidência, na sabedoria e na curiosidade pelo contato direto com pacientes nos mais diversos cenários.
 
"A pesquisa em Enfermagem vem sendo requisitada por outros campos de pesquisa como parte decisiva na obtenção de um quadro geral da saúde”, diz Grady. "Há um novo foco baseado na prevenção e na interação com o paciente, o que é o ambiente natural para os enfermeiros”.

"Os enfermeiros, com sua experiência “de campo”, sabem da necessidade de um olhar atento não apenas aos aspectos fisiológicos de seus pacientes, mas também aos fatores psicológicos, sociais e emocionais, tão determinantes quanto o primeiro no resultado do tratamento", afirma Hill. "É um magnífico trabalho multidisciplinar."
Uma Disciplina em Ascenção

O
atual foco na pesquisa multidisciplinar da Saúde trouxe
reconhecimento aos pesquisadores da Enfermagem, coisa que parecia impossível nos EUA há algumas décadas.

Na década de 1980, entretanto, isso começou a mudar, segundo Martha Hill."A Universidade Johns Hopkins inaugurou a sua Escola de Enfermagem em 1984, nos mesmos moldes  das  Escolas de Medicina e de Saúde Pública, seguindo a filosofia da Instituição que associa educação à descobertas científicas.

”A Enfermagem está na ordem do dia porque os outros profissionais da Saúde finalmente entenderam o quanto ela tem a oferecer”, diz Grady. “E por que isso acontece? Porque lidamos com situações do mundo real”.
Fonte: Nursing Magazine, do Instituto Johns Hopkins, EUA


Ilustração: Jesse Kuhn